A Colômbia e o seu realismo mágico

Fomos ensinados a não mostrar a nossa vulnerabilidade e fingir que está tudo certo, mesmo quando não está.

No ano passado, passei por uma fase não muito boa, e ao invés de deixar aquilo me dominar, decidi fazer algo a respeito. É difícil admitir aqui que eu não estava bem, psicologicamente falando. A gente tem a mania de ir tapando os buracos e jogar a poeira pra baixo do tapete, mas uma hora isso explode e pode ser tarde demais. Eu decidi dar a volta por cima, procurar inspiração em novos lugares e tentar descobrir o que estava errado comigo. Precisava esvaziar a cabeça pra pensar melhor qual rumo tomar. Precisava me perder para me encontrar.

Em questão de menos de 30 dias, achei que tirar férias e ir para a Colômbia me ajudaria no processo. Respirar uma nova cultura, fotografar sem compromisso, ou simplesmente observar e não fotografar.

Era tudo novo pra mim, estava indo para um país que 7 anos atrás nem se falava sobre turismo. Estava indo pra minha primeira viagem sozinha! Seriam 11 dias em um país( e duas cidades) completamente desconhecidas e o principal: eu não falava NA-DA de espanhol.
 
O planejamento foi corrido e quase inexistente, não tive muito tempo de me programar e fazer um super roteiro. Dois dias antes de embarcar, eu fiz algumas notações de coisas imperdíveis, peguei dicas com amigos e decidi que faria o meu roteiro um dia de cada vez(uma das vantagens de viajar sozinha). Comprei um protetor solar fator 70, peguei minha mochila e enchi ela de roupas ideais para temperaturas que variavam de 38 graus até 5 graus, já que eu iria para extremos meteorológicos.


Decidi que iria de coração aberto e mente limpa, pronta para receber dessa viagem tudo o que me seria proporcionado. E só recebi coisas lindas e aprendi que eu sou mais forte do que imaginava, descobri que estava no caminho certo e que bastava respirar e ficar atenta aos sinais que a vida me dá. Serendipidade total. ❤

Para saber mais sobre a viagem e dicas da Colômbia, no meu Medium tem uma série de posts bem detalhados sobre a aventura: https://medium.com/@maricastro_37680

Pri e Joel - Casamento judaico alternativo

Quando se fala em casamento judaico, a primeira coisa que nos vem a cabeça é a palavra TRADIÇÃO. Só que esse foi tudo menos tradicional. A noiva não se casou de branco, usou tênis durante a festa, e noivo dispensou a parte religiosa tradicional mas fez questão da tradicional dança. E que dança! Todo mundo junto e de todas as idades, cantando as músicas judaicas e pulando. Um casamento que foi a cara do casal, mas que respeitou os princípios da religião do noivo e que nos mostrou que dá sim para sair do comum, sem medo de ser feliz.

Livia e Luis - Os detalhes importam

Ela é designer de joias e ele é fotógrafo. Os dois com um olhar muito apurado e assim eu já sabia que a minha responsabilidade seria maior e que surpreender eles seria bem difícil. Mas o clima do dia era tão tranquilo que até me esqueci do medo. Me deixei levar pela leveza dos sorrisos, mas sempre prestando atenção em cada detalhe.

Foi lindo, foi leve, foi do jeito que eles esperavam. <3

Gustavo e Priscila - O verdadeiro significado de “casamento pé na areia“


Menos é mais, e esse casamento veio pra provar isso. Um casamento na praia, com o pé no chão e para pouquíssimas pessoas. A noiva se maquiou sozinha e chegou de barquinho, enquanto o noivo esperava ela da ponte que ligava a praia até a capela. As músicas tocavam em uma caixinha pequena portátil, os dois estavam descalços e foi nesse clima mais intimista impossível que tudo aconteceu. Tudo calmo, no seu tempo e com direito a chuva no fim do dia para limpar as energias ruins. Começamos o ano com pé direito(descalço) e com a alma lavada. Tem como ser melhor do que isso?